1 thought on “Meio Ambiente – Consciência e Atitude!”

  1. Vara

    Geralmente, todos os dias num jantar, ou café da manhã, tipicamente nordestino se encontra um alimento que está enraizado na cultura pernambucana. De costume sempre tem uma companhia, charque, queijo coalho, manteiga e até mesm o leite. Passa de um lado para o outro, prateleiras de supermercado, feiras de rua, estrada, de um lado para o outro, até chegar ao prato. Esse alimento é conhecido por promover a boa saúde e nutrição, com altos níveis de vitaminas, fibras dietéticas
    e sais minerais, baixa gordura saturadas e sódio. Esse é o inhame!

    Com todos esses benefícios não é possível que haja algum dano. Aí é onde está o problema; o cultivo desse produto é comumente desconhecido, e relacionado a algo inofensivo a sociedade. Errado, o plantio de inhame envarado é hoje um dos grandes causadores da morte da vegetação nativa da Zona da Mata e do Agreste Pernambucano. Uma simples vara é a causadora. Durante toda a história da cultura de alimentos envarados; tomate, pepino pimentão, além do inhame; as varas

    foram feitas com vegetação nativa. A madeira do marmeleiro do semiárido, sempre foi muito utilizada.

    Ao observar as ações de uma pequena plantação de inhame o técnico em
    agropecuária, Zaqueu Maximino da Silva, 39, começou a se mexer para impedir a morte da mata. Passando pelo caminho do trabalho via a devastação e entendia que o problema do desmatamento era por conta da vara de madeira. “Desenvolvi uma em casa e deu certo com o inhame”, disse Maximino. Batizada de Eco Vara, produzida com polietileno, um tipo de plástico, tem maior durabilidade, cinco anos, e perfeita adaptação. Enquanto as orgânicas, de madeira da vegetação local, duram apenas um ano, tempo necessário de um cultivo. A vara ainda permanece
    em fase de teste, como diz o técnico: “testei por nove meses, tirei uma foto para comprovar o invento e fui logo patenteá-lo.

    Os benefícios não são apenas para o agricultor, porém para toda a sociedade, são aproximadamente 30 milhões de varas de madeira para poupar. Sensibilizado com o projeto e pela vontade de preservar a natureza, Antônio Nunes Vasconcelos, 53, professor adjunto do Departamento de Ciência Florestal da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), se uniu a Zaqueu e já tentam levar o projeto para os produtores e as grandes empresas que possam produzir e comercializá-la em larga escala, inclusive também, para o governo, com o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

    A princípio a ideia é implantar, no município de Bonito, depois todo o Brasil, quem sabe o mundo. Como afirma o professor, a vara funciona como um tutor para sustentar a cultura, cresce do mesmo jeito e pode ser reutilizada. “Desta forma, podem-se estender as culturas porque a prática é aprovada, a vara de madeira é ilegal, é desmatamento, é crime”, alarma Vasconcelos. Outro projeto, mais ousado, é de que a Eco Vara poderá ser produzida com material de garrafas pet, juntando o útil ao agradável, duas formas de preservação num só, o inventor alegra-se ao contar.

    A UFRPE apóia a causa e junto com a população quer dar um basta no
    desmatamento anual de cerca de 1 bilhão de pés por ano.

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